A · correta
Correta. O nervo laríngeo recorrente inerva quase toda a musculatura intrínseca da laringe; sua lesão unilateral é causa clássica de rouquidão persistente após tireoidectomia.
Resposta correta: alternativa A. Tema: Complicações de Tireoidectomia.
Paciente de 47 anos, sexo feminino, submetida a tireoidectomia total há 60 dias por carcinoma folicular de tireoide restrito à glândula. No pós-operatório imediato apresentou rouquidão persistente, sem melhora no acompanhamento ambulatorial. Qual nervo foi lesionado durante a cirurgia?
A alternativa correta é a A: Laríngeo recorrente.
Revisado editorialmente
A lesão do nervo laríngeo recorrente é a causa mais comum de rouquidão após tireoidectomia. Ele inerva a musculatura intrínseca da laringe; sua lesão unilateral causa paresia da prega vocal ipsilateral, resultando em disfonia persistente.
A tireoidectomia total é uma cirurgia comum para carcinoma de tireoide. A complicação mais temida é a lesão do nervo laríngeo recorrente, que pode causar paralisia de prega vocal. O nervo laríngeo recorrente direito contorna a artéria subclávia direita e o esquerdo contorna o arco aórtico, ambos ascendendo no sulco traqueoesofágico. Durante a cirurgia, ele é identificado e preservado. A lesão unilateral resulta em rouquidão, fraqueza vocal, e pode causar aspiração. A lesão bilateral pode causar obstrução das vias aéreas. O diagnóstico é feito por laringoscopia. O tratamento pode incluir fonoterapia, injeção de materiais na prega vocal ou cirurgia. Outros nervos como o glossofaríngeo e hipoglosso não estão relacionados à tireoide.
Rouquidão pós-tireoidectomia: pense em lesão do laríngeo recorrente.
Lesão do nervo laríngeo recorrente após tireoidectomia
Correta. O nervo laríngeo recorrente inerva quase toda a musculatura intrínseca da laringe; sua lesão unilateral é causa clássica de rouquidão persistente após tireoidectomia.
Incorreta. O glossofaríngeo participa de sensibilidade/orofaringe, paladar posterior e aferência do reflexo nauseoso; sua lesão não é a complicação anatômica típica que explica esta disfonia pós-tireoidectomia.
Incorreta. O hipoglosso é motor da língua; lesão causa fraqueza e desvio lingual, disartria e dificuldade de manipulação do bolo, não paresia típica de prega vocal.
Incorreta como melhor resposta. Uma lesão proximal do vago pode afetar a laringe por comprometer seus ramos, mas na tireoidectomia o nervo diretamente em risco e que melhor explica o quadro é o laríngeo recorrente.
Em 2025, diretrizes de cirurgia tireoidiana já recomendavam documentação da voz e avaliação laríngea quando houvesse disfonia persistente após tireoidectomia, além de identificação cuidadosa do nervo laríngeo recorrente no ato operatório. A correlação anatômica entre lesão unilateral do recorrente e paresia de prega vocal era bem estabelecida.
A prática atual permanece essencialmente igual: disfonia persistente após cirurgia de tireoide deve motivar laringoscopia para avaliar mobilidade das pregas vocais, e o nervo laríngeo recorrente continua sendo a principal estrutura motora relacionada a rouquidão pós-operatória. Monitorização intraoperatória pode ser usada como adjuvante, sem substituir identificação anatômica.
Não houve mudança que altere o gabarito. O aprimoramento atual é evitar a simplificação 'toda rouquidão pós-tireoidectomia = lesão definitiva do recorrente': intubação, edema, hematoma e paresia transitória entram no diferencial. Aos 60 dias, porém, paresia neural deve ser objetivamente investigada.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
Próximo passo
Responda uma amostra equilibrada e receba uma estimativa por área, com prioridade de revisão.