A · incorreta
Incorreta. Sensibilidade alta descreve desempenho entre pessoas que realmente têm a doença; não responde à chance de alguém com teste positivo estar doente, que depende do valor preditivo positivo.
Resposta correta: alternativa B. Tema: Testes Diagnósticos: Sensibilidade e Especificidade.
Instituição de saúde pesquisa um novo teste de triagem para hanseníase com sensibilidade de 92% e especificidade de 65%, aplicado em população de baixa prevalência da doença. Pergunta-se sobre a interpretação correta dos resultados. Qual afirmação é correta sobre o teste de triagem para hanseníase?
A alternativa correta é a B: Número de falsos-positivos será elevado, devido à baixa especificidade e baixa prevalência.
Revisado editorialmente
Em baixa prevalência, o valor preditivo positivo é baixo, pois a maioria dos positivos são falsos-positivos, devido à especificidade de 65% e ao grande número de não doentes. O número de falsos-positivos é elevado, tornando a alternativa B correta.
Sensibilidade é a capacidade de um teste identificar corretamente os doentes (VP/(VP+FN)). Especificidade é a capacidade de identificar corretamente os não doentes (VN/(VN+FP)). Valores preditivos dependem da prevalência: em baixa prevalência, o VPP diminui e o VPN aumenta, mesmo com boa sensibilidade. Testes sensíveis são úteis para triagem (SnNOut), enquanto testes específicos são úteis para confirmação (SpPIn). No caso, com sensibilidade 92% e especificidade 65%, em população de baixa prevalência, o número de falsos-positivos é alto, pois 35% dos não doentes testam positivo, superando os verdadeiros positivos.
Baixa prevalência: muitos falsos-positivos, VPP baixo.
Sensibilidade, especificidade e efeito da prevalência sobre valores preditivos
Incorreta. Sensibilidade alta descreve desempenho entre pessoas que realmente têm a doença; não responde à chance de alguém com teste positivo estar doente, que depende do valor preditivo positivo.
Correta. Especificidade de 65% implica 35% de falsos-positivos entre não doentes; em doença rara, o enorme denominador de pessoas saudáveis torna esse número absoluto particularmente relevante.
Incorreta. Com sensibilidade de 92%, a proporção de falsos-negativos é de aproximadamente 8% entre os doentes — muito menor que o problema de falso-positivo sugerido pela baixa especificidade.
Incorreta. Alta sensibilidade é desejável quando a prioridade é não perder casos; confirmação diagnóstica exige especificidade, razão de verossimilhança e contexto clínico adequados.
Este item não depende de uma diretriz clínica mutável, mas de princípios estáveis de epidemiologia clínica e teoria bayesiana. Em 2025, a interpretação correta já era que baixa prevalência reduz o valor preditivo positivo e que baixa especificidade aumenta falsos-positivos.
O conceito permanece inalterado em 2026: probabilidades pós-teste dependem da probabilidade pré-teste, e testes de triagem com especificidade insuficiente podem produzir grande carga de falsos-positivos em populações de baixa prevalência.
Não há mudança temporal relevante. Trata-se de conceito matemático/epidemiológico estável; a correção deve ensinar a relação entre prevalência e valores preditivos, não inventar uma 'diretriz nova'.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
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