O tratamento é miconazol vaginal por 7 noites, pois o quadro é de candidíase vulvovaginal não complicada, evidenciada por prurido, corrimento esbranquiçado, teste de aminas negativo e fatores de risco como diabetes e uso recente de antibiótico.
Achados-chave
- prurido genital
- disúria terminal
- corrimento esbranquiçado
- teste das aminas negativo
- diabetes
- uso recente de antibiótico
Como pensar a questão
- Identificar sintomas: prurido, disúria, corrimento esbranquiçado, fissura, edema.
- Teste de aminas negativo afasta vaginose bacteriana.
- Fatores de risco: diabetes e uso de antibiótico favorecem Candida.
- Diagnóstico: candidíase vulvovaginal.
- Tratamento de escolha: antifúngico tópico, como miconazol.
Conceito central
A candidíase vulvovaginal é uma infecção fúngica causada principalmente por Candida albicans. Os fatores de risco incluem diabetes mellitus, uso recente de antibióticos, gestação, imunossupressão e hábitos de higiene. O quadro clínico típico é prurido intenso, corrimento esbranquiçado em grumos, hiperemia, edema e fissuras vulvares, com pH vaginal ácido (<4,5) e teste de aminas negativo. O diagnóstico é clínico, podendo ser confirmado por microscopia com KOH 10%, que mostra hifas e pseudo-hifas, embora a sensibilidade seja limitada. O tratamento para casos não complicados inclui antifúngicos tópicos como miconazol, clotrimazol ou nistatina, por 1 a 7 dias, ou antifúngicos orais como fluconazol em dose única. Medidas adicionais incluem controle glicêmico e evitar antibióticos desnecessários. A resposta ao tratamento é geralmente boa, mas recorrências podem ocorrer em pacientes com fatores de risco persistentes.
Regra de bolso
Prurido + corrimento esbranquiçado + teste de aminas negativo = candidíase; tratar com antifúngico tópico.