A principal hipótese é endometriose, devido à tríade clássica de dismenorreia progressiva, dispareunia de profundidade e achados de útero retroversofletido e dor à mobilização do colo. O diagnóstico é clínico, mas confirmado por videolaparoscopia com biópsia.
Achados-chave
- Dismenorreia progressiva
- Dispareunia de profundidade
- Útero retroversofletido
- Dor à mobilização do colo
- Fadiga
Como pensar a questão
- Identificar sintomas clássicos: dismenorreia progressiva e dispareunia de profundidade.
- Observar achados ao exame físico: útero retroversofletido e dor à mobilização do colo.
- Considerar endometriose como principal hipótese, pois esses sinais são característicos.
- Excluir outras causas: DIP (sem corrimento/febre), mioma (sem sangramento), cisto (sem abdome agudo).
Conceito central
A endometriose é uma doença ginecológica crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, mais comumente em ovários, ligamentos uterossacros e fundo de saco. A teoria mais aceita é a da menstruação retrógrada (teoria de Sampson). Os sintomas clássicos incluem dismenorreia progressiva, dispareunia de profundidade, dor pélvica crônica e infertilidade. Ao exame físico, podem ser encontrados útero retrovertido e fixo, nodulações no fundo de saco e dor à mobilização do colo. O diagnóstico definitivo é feito por videolaparoscopia com biópsia das lesões, mas a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética são úteis. O tratamento clínico baseia-se no bloqueio hormonal com anticoncepcionais, progestágenos, DIU de levonorgestrel, análogos do GnRH ou inibidores da aromatase. Em casos selecionados, a cirurgia pode ser indicada.
Regra de bolso
Dismenorreia progressiva + dispareunia de profundidade + útero retrovertido = endometriose até prova contrária.