A · correta
Correta. Fator V de Leiden é trombofilia hereditária bem estabelecida por resistência à proteína C ativada e aumento do risco de tromboembolismo venoso.
Resposta correta: alternativa A. Tema: Trombofilia Hereditária.
Mulher de 35 anos procura Unidade Básica de Saúde (UBS) informando ter tido diagnóstico de trombose venosa profunda há cerca de 2 anos. Fez tratamento adequado com anticoagulante oral por tempo limitado, tendo recebido alta com cura do quadro há cerca de 1 ano. Na ocasião, ela não havia realizado qualquer exame específico adicional. Entretanto, nos últimos 6 meses, seu pai e sua irmã também tiveram o diagnóstico de trombose. O médico assistente solicita exames complementares para rastreio de hipercoagulabilidade primária. Considerando a história apresentada, qual alteração laboratorial é compatível com a suspeita de doença hereditária?
A alternativa correta é a A: Presença de fator V de Leiden.
Revisado editorialmente
A conduta correta é reconhecer o fator V de Leiden como trombofilia hereditária compatível com o quadro de TVP e forte história familiar. Deficiências de proteína S e antitrombina também podem ser hereditárias, mas cursam com níveis reduzidos, não aumentados; redução do fator de von Willebrand associa-se a sangramento.
Trombofilias hereditárias: fator V de Leiden, anticoagulantes naturais e indicação seletiva de investigação
Correta. Fator V de Leiden é trombofilia hereditária bem estabelecida por resistência à proteína C ativada e aumento do risco de tromboembolismo venoso.
Incorreta. Deficiência de proteína S é trombofilia hereditária; níveis aumentados não constituem a alteração clássica pró-trombótica.
Incorreta. Deficiência de antitrombina é uma trombofilia de maior risco relativo; aumento de antitrombina não é o mecanismo hereditário esperado.
Incorreta. Redução de fator de von Willebrand prejudica hemostasia primária e tende a causar sangramento, não TEV familiar.
Em 2025, já se recomendava investigação de trombofilia de forma seletiva, especialmente quando o resultado pudesse alterar decisões de anticoagulação, exposição hormonal, gestação ou aconselhamento familiar. Fator V de Leiden permanecia uma das trombofilias hereditárias mais frequentes e bem estabelecidas.
A prática em 2026 mantém a mesma orientação e reforça evitar painéis indiscriminados após todo episódio de TEV. O valor do teste depende do contexto clínico, do tipo de evento e de uma consequência concreta para o manejo.
Não houve mudança relevante na identificação do fator V de Leiden. A principal evolução editorial é separar o conhecimento fisiopatológico cobrado pela prova da indicação clínica de testar: reconhecer uma trombofilia hereditária não significa pedir painel completo para qualquer paciente jovem com TVP.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
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