Status oficial: Esta questão foi anulada no gabarito definitivo e é preservada para estudo editorial.
O diagnóstico é SIRS, pois o paciente apresenta febre, taquicardia, taquipneia e leucocitose, preenchendo os critérios de SIRS. No entanto, os critérios atuais de sepse (Phoenix) não são preenchidos, pois não há disfunção orgânica. A conduta é tratar como sepse suspeita, com antibióticos e suporte.
Achados-chave
- febre 39°C
- taquicardia 130 bpm
- taquipneia 36 rpm
- lactato aumentado
- acidose metabólica
- leucocitose com desvio
Como pensar a questão
- Identificar critérios de SIRS: febre, taquicardia, taquipneia, leucocitose.
- Avaliar disfunção orgânica pelo escore de Phoenix: sem hipotensão, sem hipoxemia, sem coagulopatia, sem rebaixamento do nível de consciência.
- Lactato elevado, mas sem valor, não permite pontuar na categoria cardiovascular.
- Concluir que não há sepse pelos critérios atuais, mas há SIRS.
- Considerar que a conduta é tratar como sepse suspeita, independentemente do diagnóstico.
Conceito central
A sepse pediátrica é definida como disfunção orgânica ameaçadora à vida causada por infecção. O escore de Phoenix (2024) é a ferramenta atual para diagnóstico, baseado em quatro domínios: respiratório, cardiovascular, coagulação e neurológico. A SIRS, embora ainda utilizada, não é mais critério diagnóstico de sepse. O tratamento deve ser iniciado precocemente diante da suspeita, com antibióticos, suporte hemodinâmico e monitorização.
Regra de bolso
Suspeita de sepse: trate imediatamente, não espere o escore de Phoenix.