A · correta
Correta. O conjunto é clássico de DPP com sofrimento fetal e a alternativa associa uma via de resolução compatível ao colo desfavorável e uma complicação real da doença.
Resposta correta: alternativa A. Tema: Descolamento Prematuro de Placenta.
Gestante de 28 anos, idade gestacional desconhecida, em vulnerabilidade social, chega pelo SAMU com sangramento vaginal intenso, hipertonia uterina, PA 130x90 mmHg, altura uterina 32 cm, BCF 90 bpm. Toque: colo grosso, posterior, impérvio. Acompanhante relata uso de cocaína antes do episódio. Qual o diagnóstico, a conduta adequada e a complicação possível?
A alternativa correta é a A: Descolamento de placenta; cesárea; útero de Couvelaire.
Revisado editorialmente
O diagnóstico é descolamento prematuro de placenta (DPP), confirmado por sangramento vaginal intenso, hipertonia uterina e bradicardia fetal em gestação >20 semanas. A conduta é cesariana de urgência devido à instabilidade fetal. Complicação possível: útero de Couvelaire, por infiltração sanguínea no miométrio.
Descolamento prematuro de placenta (DPP) é a separação parcial ou total da placenta normalmente inserida antes do parto, após 20 semanas. O diagnóstico é clínico, com tríade clássica: sangramento vaginal, dor abdominal e hipertonia uterina. Fatores de risco incluem hipertensão, tabagismo, uso de cocaína e trauma. A conduta depende da estabilidade materna e fetal: se instabilidade ou sofrimento fetal, cesariana de emergência; se feto morto ou inviável, parto vaginal. Complicações incluem choque, coagulopatia, insuficiência renal e útero de Couvelaire, que pode levar a histerectomia.
Sangramento + hipertonia + BCF alterado = DPP, cesárea imediata.
Descolamento prematuro de placenta com sofrimento fetal agudo.
Correta. O conjunto é clássico de DPP com sofrimento fetal e a alternativa associa uma via de resolução compatível ao colo desfavorável e uma complicação real da doença.
Incorreta. Vasa prévia costuma causar sangramento fetal após rotura de membranas, com sofrimento fetal desproporcional, mas não explica a hipertonia uterina materna; amniotomia agravaria o cenário.
Incorreta. Não há trabalho de parto estabelecido e, diante de sangramento + hipertonia + bradicardia fetal, tocolisar seria atrasar a resolução de uma emergência placentária.
Incorreta. Pré-eclâmpsia pode aumentar o risco de DPP, mas não é o diagnóstico que integra os achados agudos. Rotura uterina tem outra semiologia e fatores de risco.
Em 2025, o manejo do DPP já priorizava estabilização materna, avaliação de coagulopatia e resolução rápida quando havia comprometimento fetal, escolhendo cesariana quando o feto estava vivo e o parto vaginal não era iminente.
Em 2026, o princípio permanece: DPP é diagnóstico clínico, ultrassom não exclui a condição, estabilização materna ocorre em paralelo e sofrimento fetal com parto vaginal não iminente exige resolução urgente, geralmente cesariana.
Não houve mudança relevante entre a época da prova e 2026. A atualização útil é reforçar que útero de Couvelaire não implica histerectomia automática e que a via de parto depende do estado materno-fetal e da iminência do parto vaginal.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
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