A · incorreta
Incorreta. Ferro sérico isolado é pouco confiável para definir estoque.
Resposta correta: alternativa B. Tema: Anemia Ferropriva.
Menina de 11 anos, levada pela mãe à UBS, apresenta cansaço, palidez cutânea e baixo rendimento escolar há 3 meses. Exame físico: mucosas hipocrômicas (3+/4+), palidez cutânea, pulso radial 104 bpm, rítmico e cheio, sopro sistólico 2/6. Hemograma realizado há 2 semanas. Assinale a conduta mais adequada. Qual a conduta mais adequada para o caso de anemia ferropriva?
A alternativa correta é a B: Iniciar tratamento com 4 mg/kg/dia de ferro elementar, esperando aumento de reticulócitos em 4 a 7 dias.
Revisado editorialmente
Iniciar ferro oral na dose de 4 mg/kg/dia de ferro elementar, pois trata-se de anemia ferropriva (microcítica e hipocrômica). Espera-se aumento de reticulócitos em 4 a 7 dias, com melhora clínica e laboratorial.
A anemia ferropriva é a anemia mais comum na infância, resultante de deficiência de ferro. O diagnóstico é feito por hemograma mostrando hemoglobina baixa, VCM reduzido (microcitose) e HCM reduzido (hipocromia), além de ferritina sérica baixa. O tratamento consiste em reposição oral de ferro elementar, na dose de 3 a 6 mg/kg/dia para crianças, por 6 a 12 meses. A resposta é avaliada pelo aumento de reticulócitos em 4 a 7 dias, seguido de elevação da hemoglobina em 2 a 3 semanas. A causa da deficiência deve ser investigada, especialmente em crianças, considerando dieta, parasitoses e perdas sanguíneas.
Anemia microcítica e hipocrômica em criança: ferro oral 4 mg/kg/dia e reticulócitos em 4-7 dias.
Anemia ferropriva pediátrica: diagnóstico, dose terapêutica e monitorização de resposta.
Incorreta. Ferro sérico isolado é pouco confiável para definir estoque.
Correta. A dose proposta é terapêutica e a resposta reticulocitária precoce é esperada.
Incorreta. Ferropriva é tipicamente microcítica/hipocrômica; VCM e HCM devem ser interpretados corretamente.
Incorreta. Trombocitose pode ser reativa e um quadro típico pode ser inicialmente manejado na APS.
Em 2025, consensos pediátricos já recomendavam ferro oral em dose terapêutica de ferro elementar, geralmente dentro de uma faixa aproximada de 3–6 mg/kg/dia, com monitorização clínica e hematológica da resposta.
A prática atual mantém ferro oral como primeira linha na maioria dos casos pediátricos, com ferritina/contexto inflamatório para avaliação de estoques e expectativa de resposta precoce. Dose e duração são individualizadas para gravidade, tolerância e reposição de estoques.
Sem mudança conceitual importante: a dose exata pode variar por protocolo, mas ferro oral terapêutico, reticulocitose precoce e continuidade após normalização da Hb permanecem princípios estáveis.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
Próximo passo
Responda uma amostra equilibrada e receba uma estimativa por área, com prioridade de revisão.