A · correta
Correta. Corticoide sistêmico é parte essencial do tratamento de exacerbação grave; a via EV é apropriada quando a via oral não é segura.
Resposta correta: alternativa A. Tema: Exacerbação de Asma em Pediatria.
Menina de 1 ano e 10 meses, com asma, apresenta tosse e dispneia há 4 dias, piora há 6 horas, sem melhora com salbutamol. Exacerbações frequentes nos últimos 3 meses apesar de prednisolona. Pais asmáticos. Exame: sonolenta, taquidispneica, choro entrecortado, saturação 94%, retração acessória. Além da internação, qual a conduta adequada para esta criança com exacerbação grave de asma?
A alternativa correta é a A: Metilprednisolona endovenoso.
Revisado editorialmente
A conduta é metilprednisolona endovenosa, pois a criança tem exacerbação grave (sonolência, fala entrecortada, uso de musculatura acessória) e está sonolenta, dificultando via oral. Corticoide EV é indicado.
A exacerbação de asma em crianças menores de 6 anos requer avaliação de gravidade. Sinais de gravidade incluem incapacidade de falar frases, uso de musculatura acessória, sonolência, hipoxemia. O tratamento inicial inclui oxigênio, broncodilatador inalatório (SABA) e corticoide sistêmico. A via oral é preferida, mas se o paciente está sonolento, usa-se EV. Sulfato de magnésio é adjuvante em crises graves, mas contraindicado em menores de 2 anos. VNI é reservada para casos refratários, exigindo drive respiratório. Salbutamol EV é controverso e usado em UTI.
Crise grave: corticoide sistêmico, SABA inalatório, oxigênio; MgSO4 só >2 anos.
Exacerbação grave de sibilância/asma em criança pequena e escalonamento terapêutico.
Correta. Corticoide sistêmico é parte essencial do tratamento de exacerbação grave; a via EV é apropriada quando a via oral não é segura.
Incorreta. VNI não é resposta inicial automática em criança sonolenta, especialmente se há dúvida sobre proteção de via aérea; sedação para tolerância pode agravar hipoventilação.
Incorreta como abordagem inicial. Salbutamol IV fica para cenários selecionados e refratários.
Incorreta. Magnésio pode ser adjuvante, mas não em infusão contínua como esquema padrão e com evidência limitada nessa faixa etária.
Em 2025, GINA já recomendava corticoide sistêmico precoce em exacerbações moderadas/graves, com via oral preferida quando factível e via intravenosa quando a criança não consegue deglutir ou há comprometimento clínico importante.
A orientação atual preserva o mesmo núcleo terapêutico: broncodilatador inalatório otimizado, oxigênio conforme necessidade, ipratrópio em crise grave e corticoide sistêmico precoce. Magnésio permanece adjuvante para casos selecionados e não substitui o tratamento inicial.
Não houve mudança relevante no papel do corticoide sistêmico. A principal atualização editorial é evitar dizer que magnésio é absolutamente contraindicado por idade e enfatizar que sonolência exige vigilância para falência respiratória.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
Próximo passo
Responda uma amostra equilibrada e receba uma estimativa por área, com prioridade de revisão.