A · incorreta
Incorreta. Ultrassonografia transvaginal não avalia adequadamente lesões intraepiteliais do colo e não substitui rastreamento/colposcopia.
Resposta correta: alternativa B. Tema: Lesão intraepitelial de baixo grau (LSIL).
Mulher de 32 anos, sexualmente ativa, realiza primeiro exame preventivo. Citologia oncótica revela lesão intraepitelial de baixo grau (LSIL). Paciente retorna para discussão do resultado e definição de conduta. Qual a conduta adequada diante do resultado de citologia com lesão intraepitelial de baixo grau?
A alternativa correta é a B: Repetir o exame citopatológico em 6 meses.
Revisado editorialmente
Conduta: repetir citologia em 6 meses. LSIL tem alta regressão espontânea, especialmente em mulheres jovens. Se duas citologias consecutivas negativas, retorna ao rastreio trienal. Se persistir ou piorar, encaminhar à colposcopia.
A lesão intraepitelial de baixo grau (LSIL) é a manifestação citológica da infecção pelo HPV, sendo o segundo diagnóstico citológico mais frequente. LSIL tem alto potencial de regressão espontânea, especialmente em mulheres jovens, por isso a conduta é conservadora. A recomendação é repetir a citologia em 6 meses. Se dois exames consecutivos forem negativos, a paciente retorna ao rastreio trienal. Se houver persistência de LSIL por 24 meses ou progressão para lesão de alto grau, a colposcopia é indicada. Na colposcopia, se houver achados anormais, biópsia é realizada. NIC 1 é seguido com citologia, enquanto NIC 2/3 ou câncer têm conduta específica. Em situações especiais, como gestantes, imunossuprimidas e pós-menopausa, condutas específicas são adotadas.
LSIL: repita citologia em 6 meses; se negativa 2x, rastreio trienal.
Manejo de LSIL e transição do rastreamento citológico para rastreamento primário por DNA-HPV.
Incorreta. Ultrassonografia transvaginal não avalia adequadamente lesões intraepiteliais do colo e não substitui rastreamento/colposcopia.
Correta segundo o algoritmo citológico cobrado na prova de 2025. A repetição em intervalo definido permitia observar regressão de LSIL antes de escalar investigação. Hoje, a estratégia deve ser contextualizada pelo novo rastreamento primário por DNA-HPV.
Incorreta como resposta automática no algoritmo histórico deste item. Colposcopia era reservada a situações de maior risco ou persistência/progressão; algoritmos atuais baseados em DNA-HPV podem mudar a indicação conforme genótipo e triagem.
Incorreta. Repetir imediatamente uma amostra adequada não permite observar regressão e não acrescenta valor ao manejo.
Na época da prova, o algoritmo citológico brasileiro ainda sustentava seguimento conservador de LSIL em mulheres adultas, com repetição citológica em intervalo definido antes de escalar investigação em muitos cenários.
Desde 2025, o rastreamento organizado brasileiro adotou DNA-HPV oncogênico como método primário. A citologia passou a funcionar como triagem complementar em vários fluxos, e a indicação de colposcopia depende do risco, genótipo e resultados associados.
Há mudança relevante. A resposta B deve ser preservada como gabarito histórico do ENAMED 2025, mas não deve ser ensinada como algoritmo universal de 2026 porque a porta de entrada do rastreamento nacional mudou para DNA-HPV.
INEP · Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica 2025.
Próximo passo
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