A · correta
Correta. É a conduta padrão quando a hiperglicemia foi diagnosticada como DM gestacional e não há evidência de diabetes prévio/persistente.
Resposta correta: alternativa A. Tema: Diabetes Mellitus Gestacional.
Multípara, 37 semanas, obesa, com diabetes mellitus gestacional controlada com insulina NPH e regular. Parto normal, recém-nascido com 3.300 g. Conduta no puerpério imediato. Qual a conduta no puerpério imediato de uma puérpera com diabetes mellitus gestacional controlada com insulina?
A alternativa correta é a A: Suspender insulinoterapia.
Revisado editorialmente
A conduta correta é suspender a insulinoterapia no puerpério imediato de diabetes mellitus gestacional, pois a resistência insulínica cai abruptamente após a saída da placenta. A monitorização da glicemia capilar por 24 a 72 horas pode ser indicada em casos selecionados.
O diabetes mellitus gestacional (DMG) é definido como intolerância à glicose com início ou primeiro reconhecimento durante a gestação. O tratamento visa manter a glicemia materna em níveis adequados para prevenir complicações fetais e neonatais. A terapia farmacológica, geralmente insulina, é indicada quando a dieta e o exercício não controlam a glicemia. Após o parto, com a saída da placenta, a resistência insulínica diminui rapidamente, e a maioria das mulheres com DMG não necessita mais de insulina. A conduta padrão é suspender a insulinoterapia no puerpério imediato e monitorar a glicemia capilar por 24 a 72 horas em casos selecionados, como aquelas com fatores de risco para DM tipo 2. A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) recomenda que a terapia farmacológica no DMG seja iniciada quando há duas ou mais medidas de glicemia acima da meta após 7 a 14 dias de terapia não farmacológica, ou quando a circunferência abdominal fetal é ≥ percentil 75 na ultrassonografia do terceiro trimestre. No trabalho de parto, a glicemia deve ser mantida entre 70 e 120 mg/dL, com correções com soro glicosado ou insulina regular conforme necessário. No pós-parto, a maioria das pacientes pode descontinuar a insulina, mas aquelas com DM prévio ou hiperglicemia persistente podem necessitar de ajuste de dose.
No puerpério de DMG, suspenda a insulina; a resistência cai com a placenta.
Correta. É a conduta padrão quando a hiperglicemia foi diagnosticada como DM gestacional e não há evidência de diabetes prévio/persistente.
Incorreta. Não se troca automaticamente insulina por hipoglicemiante oral; primeiro verifica-se a normalização metabólica pós-parto.
Incorreta. Redução para uma fração da dose é raciocínio aplicável a pacientes que continuam necessitando insulinoterapia, como diabetes pré-gestacional, não à maioria dos casos de DM gestacional.
Incorreta. Manter a dose do pré-natal ignora a queda abrupta da resistência à insulina e aumenta risco de hipoglicemia.
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