Ginecologia e Obstetrícia

Questão 112 — FMUSP 2026 — Acesso Direto — AD1

Resposta correta: alternativa C. Tema: conduta no trabalho de parto prematuro com 34 semanas e estreptococo B desconhecido.

Enunciado

Primigesta, 22 anos de idade, 34 semanas e 3 dias de gravidez, comparece ao pronto atendimento com queixa de dor em baixo ventre há 2 dias, que se intensificou na última hora. Nega perdas vaginais. Nega sintomas urinários. Tem registro em cartão de pré-natal de sorologias de 3º trimestre negativas, não coletou pesquisa de Estreptococo B. Ao exame, apresenta bom estado geral, corada, PA de 122×84 mmHg, FC de 92 bpm, abdome gravídico, altura uterina de 28 cm, cefálico, dorso à esquerda, dinâmica uterina 2 contrações moderadas em 10 minutos, BCF presente de 156 bpm. Ao toque vaginal, colo médio, medianizado, 3 cm de dilatação, bolsa íntegra. A conduta imediata recomendada no pronto atendimento é:

  1. Escopolamina endovenosa e reavaliação em duas horas.
  2. Betametasona intramuscular e inibição do trabalho de parto.
  3. Ampicilina endovenosa e condução do trabalho de parto.
  4. Sulfato de magnésio endovenoso e cesárea imediata.

Gabarito oficial

A alternativa correta é a C: Ampicilina endovenosa e condução do trabalho de parto.

Correção comentada

Revisado editorialmente

Em trabalho de parto prematuro avançado, com 34 semanas, colo com 3 cm e bolsa íntegra, a conduta é conduzir o parto com profilaxia antibiótica para estreptococo do grupo B, já que a pesquisa não foi feita.

O que a questão cobra

Conduta no trabalho de parto prematuro com 34 semanas e estreptococo B desconhecido.

Raciocínio

  1. Há dinâmica uterina regular e dilatação de 3 cm, indicando trabalho de parto em curso, em feto vivo e sem sinais de sofrimento.
  2. A 34 semanas e 3 dias, a inibição do parto não é indicada, e o benefício da corticoterapia antenatal é menor.
  3. Como a pesquisa do estreptococo do grupo B não foi coletada e o parto é prematuro, indica-se profilaxia com ampicilina endovenosa e condução do trabalho de parto.

Armadilha de prova

Tentar inibir o trabalho de parto em gestação de 34 semanas, quando o benefício da tocólise já não se sustenta.

Regra para lembrar

Parto prematuro com estreptococo B desconhecido: profilaxia com ampicilina endovenosa.

Se você errou, revise

  • Revise os critérios de tocólise e de corticoide antenatal por idade gestacional.
  • Revise a profilaxia intraparto do estreptococo do grupo B.

Alternativa por alternativa

A · incorreta

Incorreta. Escopolamina e reavaliação não tratam o trabalho de parto estabelecido, com dilatação progressiva.

B · incorreta

Incorreta. A inibição do trabalho de parto não é indicada a partir de 34 semanas, e a betametasona tem pouco benefício nessa idade gestacional.

C · correta

Correta. Em trabalho de parto prematuro avançado, com 34 semanas, colo com 3 cm e bolsa íntegra, a conduta é conduzir o parto com profilaxia antibiótica para estreptococo do grupo B, já que a pesquisa não foi feita.

D · incorreta

Incorreta. O sulfato de magnésio, neste caso, serviria à neuroproteção em idades gestacionais menores, e a cesárea imediata não tem indicação.

Fonte oficial

Faculdade de Medicina da USP / FUVEST · Residência Médica FMUSP 2026 — Áreas Básicas e de Acesso Direto — Prova AD1.

Caderno oficial ↗ · Gabarito oficial ↗

Referências

  • https://www.fuvest.br/wp-content/uploads/rm2026-prova-AD1-areasbasicas-acessodireto.pdf
  • https://www.fuvest.br/wp-content/uploads/rm2026-gabarito-AD-areasbasicas-acessodireto-retificado.pdf

Próximo passo

Estime seu desempenho nesta prova

Responda uma amostra equilibrada e receba uma estimativa por área, com prioridade de revisão.

Calcular minha nota aproximada

Continue estudando

Veja a prova completa e outras provas

Compare seu desempenho em outras edições e mantenha sua revisão organizada.

WhatsApp