Cirurgia

Questão 38 — FMUSP 2026 — Acesso Direto — AD1

Resposta correta: alternativa C. Tema: lesão de Morel-Lavallée e manejo de tecido cutâneo desvitalizado.

Enunciado

Homem, 28 anos de idade, vítima de atropelamento com trauma do membro inferior esquerdo. Após 7 dias de internação, observa-se lesão no membro acometido, sem solução de continuidade com meio externo. Ao exame físico, a escara cutânea está descolada da profundidade e apresenta grande hematoma subcutâneo, sem perfusão cutânea adequada, conforme imagem a seguir: Assinale a alternativa que apresenta o provável diagnóstico e a conduta cirúrgica mais adequada.

Página oficial com os elementos visuais da questão 38 da FMUSP 2026.
Imagem reproduzida do caderno oficial da prova.
  1. Fasceite necrotizante; Punção diagnóstica para colheita de material para cultura, curativo oclusivo simples.
  2. Fasceite necrotizante; Incisão, drenagem de hematoma, colheita de material para cultura e instalação de curativo por pressão negativa.
  3. Ferimento descolante oculto; Ressecção da pele desvitalizada, limpeza cirúrgica e realização de curativo por pressão negativa.
  4. Ferimento descolante oculto; Ressecção e enxertamento da pele descolada, enxertia da pele emagrecida sobre o leito cruento.

Gabarito oficial

A alternativa correta é a C: Ferimento descolante oculto; Ressecção da pele desvitalizada, limpeza cirúrgica e realização de curativo por pressão negativa.

Correção comentada

Revisado editorialmente

O quadro descreve ferimento descolante fechado (lesão de Morel-Lavallée); a conduta é ressecar a pele desvitalizada, fazer limpeza cirúrgica e utilizar curativo por pressão negativa.

O que a questão cobra

Lesão de Morel-Lavallée e manejo de tecido cutâneo desvitalizado.

Raciocínio

  1. Trauma contuso/atropelamento pode separar a pele e o subcutâneo da fáscia, rompendo vasos perfurantes e formando grande hematoma/seroma fechado.
  2. A escara descolada, sem perfusão adequada, representa tecido inviável.
  3. O tratamento exige desbridamento da pele desvitalizada, evacuação/limpeza da coleção e manejo do espaço morto, podendo utilizar pressão negativa. Não se deve enxertar pele inviável.

Armadilha de prova

Confundir lesão de Morel-Lavallée com fasceíte ou tentar preservar pele sem perfusão.

Regra para lembrar

Trauma com descolamento fechado e hematoma = Morel-Lavallée; pele inviável precisa ser desbridada.

Se você errou, revise

  • Releia os dados que definem gravidade e tempo de evolução.
  • Compare a alternativa com o mecanismo da doença.
  • Confira se o tratamento proposto é inicial, complementar ou excessivo.

Alternativa por alternativa

A · incorreta

Incorreta: fasceíte necrotizante não é o diagnóstico descrito e punção isolada não trata o tecido desvitalizado.

B · incorreta

Incorreta: a lesão é descolante fechada, não fasceíte; curativo isolado seria insuficiente.

C · correta

Correta: ressecção do tecido inviável, limpeza cirúrgica e pressão negativa são coerentes com a lesão.

D · incorreta

Incorreta: enxertar a pele descolada/emagrecida e sem perfusão aumenta risco de perda do enxerto e infecção.

Fonte oficial

Faculdade de Medicina da USP / FUVEST · Residência Médica FMUSP 2026 — Áreas Básicas e de Acesso Direto — Prova AD1.

Caderno oficial ↗ · Gabarito oficial ↗

Referências

  • https://www.fuvest.br/wp-content/uploads/rm2026-prova-AD1-areasbasicas-acessodireto.pdf
  • https://www.fuvest.br/wp-content/uploads/rm2026-gabarito-AD-areasbasicas-acessodireto-retificado.pdf

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